Estação História : Todos os textos

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Cresce o clamor pela anistia ampla, geral e irrestrita (1978)

Novembro/1978

Em novembro de 1978, realiza-se em São Paulo o I Congresso Nacional da Anistia, reunido personalidades, entidades e grupos que, desde 1976, lutavam no Brasil e no exterior para conquistar a anistia para os presos e perseguidos políticos e acabar com o regime de terror e tortura contra os que se opunham à ditadura militar [mais]

Baioneta não é voto, e cachorro não é urna de Ùlysses Guimarães (1978)

13.05.1978

Em maio de 1978, Ùlysses Guimarães, presidente do MDB, partido de oposição legal que havia se transformado no desaguadouro de todas as correntes políticas e ideológicas que combatiam a ditadura militar, realiza uma caravana pelos estados do Nordeste para convocar o povo a votar por mudanças no dia 15 de novembro. [mais]

Navegar é preciso, viver não é preciso (1973)

22.08.1973

No segundo semestre de 1973, quando a ditadura militar estava no auge da sua força e a resistência ao regime havia sido destroçada, o presidente do MDB, deputado Ulysses Guimarães surpreende o país, lançando-se anticandidato a presidente da República. Sabia que não tinha a menor possibibilidade de vitória na eleição indireta, controlada pelo governo. Mas acreditava que era possível aproveitar aquela brecha para denunciar as arbitrariedades da ditadura e chamar o povo a resistir [mais]

Manifesto do seqüestro do embaixador americano. Rio (1969)

04.09.1969

No dia 4 de setembro de 1969, militantes de duas organizações que se propunham a derrubar a ditadura através da luta armada, a Ação Libertadora Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), capturaram o embaixador dos Estados Unidos numa rua do bairro de Botafogo, no Rio, exigindo a libertação de 15 presos políticos e a divulgação do manifesto abaixo como condição para a devolução do diplomata. Foi a mais espetacular ação da guerrilha urbana, que se iniciara timidamente em 1968 e ganhara enorme impulso depois do AI-5 [mais]

Ato Institucional nº 5 (AI-5). Íntegra (1968)

13.12.1968

No final de 1968, a ditadura enfrentava enorme isolamento. As manifestações estudantis daquele ano haviam reduzido a quase zero o apoio do regime militar na classe média. As greves de Osasco e de Contagem, bem como a articulação do Movimento Intersindical contra o Arrocho, sinalizavam a retomada das lutas operárias, enquanto a oposição política, agrupada na Frente Ampla e no MDB, tornava-se mais crítica [mais]

Manifesto da Frente Ampla. Íntegra (1966)

27.10.1966

O manifesto da Frente Ampla, assinado por Carlos Lacerda, João Goulart e Juscelino Kubitschek, divulgado em 27 de outubro de 1966, foi um sintoma claro da rearticulação da oposição política ao regime militar e do isolamento crescente do governo. Juscelino, Lacerda e Jango haviam sido, respectivamente, os principais líderes do PSD, da UDN e do PTB, os três maiores partidos políticos existentes antes de 1964 [mais]

Marinha americana deu força ao golpe - Operação Brother Sam

31.03.1964

Os sete comunicados a seguir representam apenas uma parte da documentação secreta da Operação “Brother Sam”, levada a cabo pela Marinha dos Estados Unidos, em apoio aos chefes militares brasileiros que derrubaram o governo constitucional de João Goulart. Às vésperas do golpe, uma força-tarefa, encabeçada por um porta-aviões, recebeu ordens de se dirigir para as proximidades do porto de Santos e aguardar novas determinações. [mais]

Basta e Fora - dois editoriais do Correio da Manhã

31/03/1964

Os dois editoriais que se transcreve a seguir são um retrato do clima existente em boa parte da imprensa brasileira no momento do golpe de 64 e uma demonstração clara do isolamento político de João Goulart. Afinal, o “Correio da Manhã”, um dos mais influentes jornais do país à época, não era conservador, tanto que, em 1961, defendera a posse de Jango. [mais]

O incendiário discurso do cabo Anselmo (1964)

25/03/1964

No dia 25 de março de 1964, poucos dias antes do golpe militar que derrubou João Goulart, o presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, fez um veemente discurso durante ato comemorativo do segundo aniversário da entidade. [mais]

À beira do confronto militar. Telegrama do general Cordeiro de Farias (1961)

04/09/1961

Diante da decisão do comandante do III, general Machado Lopes, de resistir ao golpe militar contra a posse de João Goulart, o ministro da Guerra demite-o do cargo e nomeia para o seu lugar o general Cordeiro de Farias. Machado Lopes avisa que prenderia Cordeiro de Farias se ele fosse para o Rio Grande do Sul e comunica que só receberia ordens do presidente constitucional. [mais]

O Brasil à beira da guerra civil (1961)

25/08/1961

Uma seríe de quatro links que servem como fio condutor para entender este período histórico. [mais]

Renúncia de Jânio. Íntegra do manifesto (1961)

25/08/1961

Sete meses depois de empossado, Jânio tenta uma manobra de alto risco para livrar-se da oposição e reforçar seus poderes: aproveitando-se de que o vice-presidente João Goulart estava ausente do país, numa viagem à China, e apostando que os chefes militares não aceitariam ver Jango no Palácio do Planalto, Jânio renuncia à Presidência da República. [mais]

Brizola convoca a resistência ao golpe. Discurso no rádio. Porto Alegre (1961)

21/08/1961

Em resposta ao veto dos ministros militares à posse de João Goulart na Presidência da República, o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, convoca os gaúchos e os brasileiros a defenderem a Constituição. Entricheira-se no Palácio Piratini, mobiliza a Brigada Militar e, através da “Cadeia da Legalidade”, formada por dezenas de emissoras de rádio, convoca o país a resistir ao golpe. [mais]

Ordem de ataque contra a resistência no Sul. General Orlando Geisel (1961)

1961

Diante da resistência oferecida pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, ao golpe contra a posse de João Goulart, o Ministério da Guerra dá ordens peremptórias ao III Exército, sediado no Sul, para sufocar o movimento [mais]

Discurso de JK na inauguração de Brasília (1960)

21/04/1960

A construção de Brasília em menos de cinco anos foi a marca registrada do governo Juscelino Kubitschek. A transferência da capital enfrentou enorme resistência, especialmente da oposição da UDN, comandada por Carlos Lacerda, mas terminou prevalecendo. Foi decisiva para que o Brasil deixasse de ser uma “civilização de caranguejos ”, na qual quase toda a população concentrava-se no litoral, e se procedesse à ocupação do interior do país [mais]

Carta-testamento de Getúlio Vargas

25/08/1954

No dia 5 de agosto de 1954, um atentado contra Carlos Lacerda, líder da oposição a Vargas, deixou morto o major da Aeronáutica Rubem Vaz. As investigações conduzidas por oficiais da Força Aérea logo apontaram Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente, como mandante do crime. Diante disso, a oposição exigiu a renúncia de Vargas, tese que acabou encampada pelos ministros militares. Acuado, o presidente matou-se na manhã de 24 de agosto com um tiro no peito, deixando como explicação para o gesto sua famosa carta-testamento. [mais]

Arinos, da tribuna, pede renúncia de Getúlio (1954)

09/08/1954

O discurso transcrito a seguir foi, sem dúvida, um dos mais duros e veementes já proferidos no Parlamento brasileiro. Nele, o líder da oposição, o deputado Afonso Arinos (UDN-MG) fala a Getúlio Vargas, “como presidente e como homem”, para pedir-lhe que renuncie à Presidência da República. Era o dia 9 de agosto de 1954. Quatro dias antes, o jornalista Carlos Lacerda, inimigo de Vargas, fora ferido em um atentado na rua Toneleros, em Copacabana, no Rio de Janeiro, no qual morreu o major da Aeronáutica Rubem Vaz. [mais]

A entrevista que acabou com a censura à imprensa (1945)

24/02/1945

No dia 24 de fevereiro de 1945, o “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, publicou longa entrevista do escritor José Américo de Almeida concedida dois dias antes ao jornalista Carlos Lacerda. Ministro do Tribunal de Contas, ex-candidato a presidente de República nas eleições abortadas de 37, ex-ministro da Viação e um dos chefes da Revolução de 30 no Nordeste, José Américo usou toda a sua autoridade para vir a público criticar o Estado Novo, denunciar o fracasso administrativo do governo e dizer que era imprescindível a convocação de eleições, às quais Getúlio Vargas não poderia concorrer. A entrevista teve enorme repercussão [mais]

Manifesto dos mineiros - uma virada na luta contra Getúlio (1943)

24/10/1943

O “Manifesto dos mineiros”, divulgado em 24 de outubro de 1943, representa uma virada na luta contra a ditadura de Vargas, que, até então, estivera praticamente entregue à oposição de esquerda. Trata-se da primeira nítida manifestação das elites – no caso, as de Minas Gerais – contra o Estado Novo, sinalizando a abertura de um novo momento na luta política, que se concluiria dois anos depois com a deposição de Vargas. [mais]

O Estado Novo - Discurso-manifesto de Getúlio Vargas à Nação. Rio (1937)

10/11/1937

No dia 10 de novembro de 1937, às vésperas das eleições para presidente disputadas por José Américo de Almeida e Armando de Salles Oliveira, o presidente Getúlio Vargas, com o apoio dos chefes militares, deu um golpe de estado, suspendeu as eleições, fechou o Congresso e os partidos políticos e impôs ao país uma nova Constituição, apelidada de Polaca, de caráter nitidamente ditatorial, parcialmente inspirada nos modelos nazi-fascistas. No discurso-manifesto, Vargas tenta justificar o novo tipo de Estado que impõe ao país. Ele duraria até 1945. [mais]

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